O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 12/09/2019

Geração de dados, análises, amostras, estudos, descobertas medicinais etc, grande parte do conhecimento disponível hoje, é resultado do uso de animais em laboratórios e pesquisas. A utilização de seres vivos com o intuito de produção científica tem registros do início dessa prática em 300 a.C com o pesquisador Aristóteles, ou seja desde o momento que o homem viu a necessidade de um conhecimento anatômico e fisiológico que auxiliasse na saúde e no conhecimento humano e animal.

Atualmente os locais onde se concentra a maior parte da produção científica são nas universidades. Para que tais trabalhos sejam realizados eles devem ser aprovados em um comitê de ética composto por professores de diferentes áreas: medicina, sociologia, medicina veterinária etc. O objetivo do comitê é avaliar se realmente há a necessidade do uso de animais no trabalho, o objetivo do experimento, duração da pesquisa, o número de animais a ser utilizado e os procedimentos que serão realizados ao longo das análises. O objetivo principal destas etapas é: bem estar animal.

Comumente a mídia expõe cientistas e alunos como uma espécie de “torturador”, sem saber o que está por trás da pesquisa e principalmente esquecendo que muitos medicamentos, vacinas e injeções são provenientes da pesquisa animal. A grande questão neste assunto é que por mais avançada que seja a tecnologia possuída hoje, ainda não há como reproduzir fielmente todas as reações fisiológicas do corpo. Não possuindo um “substituto” melhor aos animais, as pesquisas seguem sendo realizadas nos mesmos pois testar um novo fármaco, por exemplo, em um robô, provavelmente traria resultados alterados e poderiam surtir efeitos negativos no corpo humano, desde efeitos colaterais leves até consequências graves e permanentes.

Há e ainda haverá a necessidade da experimentação animal, pelo menos até o momento em que, de alguma forma ainda desconhecida, pesquisadores, cientistas e alunos conseguirão desenvolver suas pesquisas em cobaias robóticas, vegetais ou em alguma outra tecnologia. Até esse momento chegar, os comitês de ética continuarão exercendo seu papel de fiscalizar e promover o bem estar animal nas pesquisas, sempre honrando a vida dos animais utilizados na pesquisa. Nas universidades já existem cadeiras como: Introdução ao método científico e da pesquisa, na qual é abordada a ética animal dentro das análises, explicando o funcionamento do comitê de ética e incentivando os alunos as boas práticas.