O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal brasileira assegura a proteção da fauna e da flora e veda tratamentos que submetam os animais à crueldade. Conquanto, o uso de cobaias em pesquisas é aceito em solo nacional, com embasamento no progresso científico. Isto posto, urge a necessidade de se intensificar a fiscalização sobre os experimentos, com vistas a coibir os excessos, enquanto se investe na busca por alternativas viáveis.

Sabe-se que a educação é fator primordial para o desenvolvimento de uma nação. Hodiernamente, estando entre as maiores economias mundiais, é racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino e pesquisa de qualidade. Todavia, a realidade não é bem essa e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de incentivo ao estudo e à metodologia científica no país. Sob essa perspectiva, torna-se evidente que a mudança na mentalidade da população acerca do tema em pauta também é imperiosa para o avanço da ciência.

Faz-se mister, ainda, ressaltar que, sempre que houver a possibilidade, os espécimes devem ser substituídos por modelos virtuais. Segundo o físico alemão Albert Einstein, a tecnologia já ultrapassou os ideais de humanidade. Entretanto, empatia e compaixão são valores que devem ser inerentes ao cientista. Ao mesmo passo que utiliza todos os recursos possíveis para progredir em seus testes, a equipe responsável pela condução dos procedimentos deve possuir o discernimento apurado para perceber quando a utilização de animais for prescindível.

Destarte, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, valendo-se de seus conselhos atinentes, manejar verbas e envidar o máximo esforço a fim de poupar vidas durante o método científico. Ademais, é importante que o Ministro empossado promova a articulação com universidades públicas e privadas, visando colocar em pauta a necessidade de se encontrar opções para procedimentos invasivos, reduzindo-se os danos colaterais. A partir disso, espera-se garantir o avanço acadêmico de forma mais humanitária.