O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil

Enviada em 30/08/2019

O documentário ‘‘MTD’’ exibe as controvérsias da utilização de animais em testes científicos, pois, além da tamanha crueldade dos experimentos, muitos resultados são inconsistentes. Nesse viés, insere-se a realidade retrógrada do Brasil, no qual pratica-se, indiscriminadamente, testes clínicos que causam sofrimento às cobaias. Logo, seja pela falta de consciência ou de políticas, a desarmonia entre humanos e fauna persiste.

Em primeira análise, pontua-se que, com o advento da Revolução Técnico Científica, a expansão da tecnologia de ponta agregou a diversos setores. No entanto, sob a perspecitiva dos experimentos científicos, a situação é distinta, haja vista a precariedade nos avanços para a substituição do uso animal por técnicas ‘‘in vitro’’ ou computacionais. Afinal, camundongos, cães, e outros animais, ainda são predominantes na ciência, apesar da polarização do país, onde 41% dos civis são contra essa prática, conforme cita o site G1. Portanto, a inobservância da União, diante dessa parcela de cidadãos, permite que o ciclo vicioso do uso animal em testes continue.

Além disso, ressalta-se a afirmativa do sociólogo Bauman, a respeito da Modernidade Líquida, de que a individualidade humana é elevada. Nesse sentido, a falta de empatia populacional é oque garante a continuidade dos maus tratos animais em experimentos, pois o sofrimento desses, em detrimento dos possíveis benefícios humanos, é banalizado. Sendo assim, a indústria cosmética, por exemplo, utiliza-se de mecanismos dolorosos em animais de forma irrestrita e nada é feito diante dessas perversidades.

Diante dos fatos supracitados, é preciso que o Poder Público, junto ao Legislativo, crie a ‘‘Lei da Harmonia na Ciência’’ que irá estipular um prazo de 10 anos para os setores que utilizam animais em testes limitarem essa prática, como já ocorre em países da União Européia. Posto isso, a redução no uso de animais estimulará a busca de novas tecnologias no âmbito da experimentação científica e, a longo prazo, a depredação da dignidade animal não será perpetuada de forma banal. Só assim, com mudanças drásticas, o homem e a fauna poderão viver em equilíbrio.