O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil
Enviada em 13/09/2019
No filme “Bee movie”, o personagem Berry, uma abelha que decide conhecer o mundo fora da colméia, se revolta ao descobrir a exploração dos humanos sobre a espécie dele. De fato, casos como o das abelhas não se limitam a cenários fictícios e são ampliados à diversas espécies, em questão na área científica. Nesse sentido, o uso de animais em pesquisas e testes científicos é um tema pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que a problemática gera um impasse, pois deve-se discutir a real necessidade de cobaias vivas nesses testes, mas é essencial verificar a qualidade dos produtos antes deles serem lançados à população.
A priori, em 2013 mais de 200 beagles, com sinais claros de maus tratos, foram resgatados do Instituto Royal, um centro de pesquisa científica financiado por setores público e privado. Nessa lógica, é válido afirmar que o debate acerca da real importância sobre o uso de animais em pesquisas passou a ser amplamente discutido no Brasil a partir desse marco. Segundo Kant, as ações devem ser confrontas sob uma ótica universal para determinar se devem ser feitas ou não. Logo, se presume que atitudes como o do Instituto Royal confronta a ética kantiana e por isso não devem ser feitas.
Ademais, nenhum produto, essencialmente os farmacológicos, pode ser distribuído para a população sem que antes seja verificado os riscos que seu uso pode oferecer. Dentre esses efeitos, dos 26 estados brasileiros, 7 deles proibiram completamente o uso de animais em testes científicos e apresentam alternativas viáveis para que a verificação seja realizada de forma legal, conforme mostrou uma reportagem do Jornal Nacional. Por certo, o uso de animais em experimentos científicos já não se faz tão necessário para provar a segurança das substâncias feitas em laboratório. Desse modo, percebe-se que há soluções para resolver esse problema.
Torna-se evidente, portanto, que casos como o das abelhas não podem ultrapassar o cenário fictício e ser realidade entre diversos animais ns área científica. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, com ações dos centros de pesquisas universitários, desenvolver peles sintéticas baratas, por meio de verbas governamentais, a fim de os demais 21 estados consigam adotar essa alternativa. Além disso, cabe ao setor legislativo formular um projeto de lei para que a proibição do uso de animais em pesquisas científicas seja adotada a nível nacional. Enfim, a partir dessas ações, a ética kantiana será estendidoa ao âmbito científico.