O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 03/09/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Entretanto, o que se obseva na realidade contemporânea do Brasil e do mundo é o oposto do que o autor prega, uma vez que o uso indiscriminado de agrotóxicos tem apresentado barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário caótico é fruto tanto da negligência governamental quanto da ausência de discussões acerca da temática. Desse modo, faz-se imperiosa a análise desses fatores a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A princípio, é fulcral analisar a indiferença do Poder Público como propulsor da problemática. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Todavia, o que acontece na realidade atual é que as autoridades políticas tem deixado a questão ambiental em segundo plano, de modo a não se importar com o aumento constante do uso de agrotóxico nos alimentos, de modo a tornar o problema cada vez maior. Diante disso, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar, pois sem uma ação efetiva dos órgãos públicos, problemas maiores serão desencadeados, como intoxicações.

Ademais, é imperativo salientar a falta de debate como impulsionadora do impasse. Conforme Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação de invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Paralelamente a isso, é notório que a problemática do alto uso de agrotóxico não é debatido nas escolas, nas mídias sociais e nem tampouco com os governantes. Dessa forma, é inaceitável que em meio a tal situação, ainda haja invisibilidade dessa problemática, de modo a ficar quietos enquanto pessoas adoecem e até morrem por conta da alta intoxicação por conta de agrotóxicos.

Urge, portanto, a necessidade de medidas exequíveis com o intuito de erradicar o empecilho. Para isso, faz-se mister que o Poder Legislativo, por meio de um projeto de lei, passe a regular mais rigorosamente o fluxo de agrotóxicos no País, de modo a controlar todas as entradas desse produto sem comprometer a saúde dos consumidores. Tudo isso para não desencadear o descontrole do uso de agrotóxicos e visar uma melhor saúde da sociedade.