O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/08/2022
A Teoria Malthusiana (1798) afirmou que a população mundial cresceria em pro- gressão geométrica, enquanto a produção de alimentos seguirira uma progressão aritmética, o que enfatizou uma suposta crise de alimentos. Todavia, tal premissa se provou falsa com o advento da Revolução Industrial, a inserção da mulher no mercado de trabalho e, principalmente, o avanço científico na criação de pesticidas. Nessse sentido, os chamados “agrotóxicos”, atacados pelo anticientificismo e a ignorância do senso comum, são a solução para a fome que atemorizava Malthus.
Em primeiro plano, vale ressaltar o “podcast” do Brasil Paralelo “Os desafios do agronegócio brasileiro”, em que o jornalista Leandro Narloch salienta o processo de estudo científico para a determinação do limite seguro no uso e consumo de defensivos agrícolas, além de destacar a ignorância de se afirmar que um prato de vegetais está cheio de veneno. Nesse cenário, nota-se um anticientificismo. Logo quando a produção agrária tem capacidade para ultrapassar a taxa de natalidade. Essa constatação pode ser feita uma vez que, consoante a Embrapa (Empresa Bra- sileira de Agropecuária), o Brasil é o 4° maior produtor de grãos do mundo.
Em segunda análise, é imperativo pontuar o livro “Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”, de Nicholas Vital, que apresenta como o desenvolvimento técnológico e científico - pesticidas, transgênicos, fertilizantes, mecanização - contribuíram para a menor perda de culturas agrícolas e o, consequente, aumento do fornecimento desses produtos no mercado. Por conseguinte, com altos valores despendidos em agroquímicos, o empobrecimeto do solo não é interessante para o produtor rural, haja vista que o têm como fonte de renda. Nessa perspectiva, o senso comum quanto aos malefícios dos defensivos agrícolas foi uma imposição errônea da reali- dade de uma solução para a desnutrição.
Em síntese, diante dos problemas supramencionados, é imprescindível a ação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em conjunto com a mídia, na promoção, por meio de propagandas, de campanhas de conscientização quanto a importância dos defensivos agrícolas para o cultivo e a alimentação. A fim de desta- car os avanço científico e de desmistificar os preconceitos aos agroquímicos.