O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 12/07/2019
Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e amplamente utilizados como arma química na Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, tal produto passou a ser utilizado como defensivo agrícola. Todavia, seus efeitos não se restringem apenas às pragas, mas também acarretam prejuízos para o ser humano e para a própria natureza. Sob mesmo ponto de vista, percebe-se a necessidade de uma intervenção que visa melhoras a curto e a longo prazo.
Em primeira instância é válido mencionar que, com o aumento populacional surgiu a necessidade de intensificar a produção agrícola para acudir a demanda por alimentos e, por motivos comerciais, tal produção deve apresentar o maior rendimento possível, portanto optou-se pela utilização de agrotóxicos transgênicos para manter a qualidade da safra. Contudo, deve-se dispor de um extremo cuidado com o uso dessas técnicas, o que não ocorre. Segundo uma pesquisa da Anvisa, um terço das frutas, verduras e legumes consumidos no Brasil apresenta resíduos de agrotóxicos acima do permitido.
Em decorrência disso, o emprego dessas técnicas na agricultura afetam, inicialmente, os produtores rurais que estão em contato direto com o veneno e o consumidor final, porque as plantas, principalmente transgênicas, absorvem e sintetizam os agroquímicos. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde, o número de casos de intoxicação por agrotóxicos dobrou em um período de dez anos isso mostra os impactos negativos que têm sido gerados na saúde pública, o que acarreta uma elevação dos gastos nessa área e uma urgência de medidas interventivas.
Em detrimento dessa questão, torna-se aparente a necessidade de soluções que objetivam atenuar os problemas causados por defensivos agrícolas e incrementar técnicas mais sustentáveis e menos agressivas ao ser humano e ao meio ambiente. Assim cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) propor leis mais eficazes na restrição e fiscalização do uso de pesticidas na atividade agrária. É cabível para a iniciativa privada a realização e divulgação de pesquisas, métodos e produtos que auxiliem na produção e proteção das lavouras sem agredir a natureza, pois segundo Paul Atson, “inteligência é a habilidade das espécies de viverem em harmonia com o meio ambiente.