O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 08/07/2019
A partir da Revolução Verde, a agricultural tem se modernizado cada vez mais, tendo como seu objetivo principal o aumento quantitativo e qualitativo da produção, mas sem levar em consideração as formas de como isso é feito e os riscos que podem trazer a médio e a longo prazo. Um exemplo disso é a utilização intensiva de agrotóxicos, um dos adventos dessa revolução, que proporcionou o combate de pragas em larga escala mas que também aumentou casos de doenças, mutações cromossômicas e mortes ligadas a esses defensivos. Isso se tornou uma problemática social que precisa ser amplamente discutida, visando a diminuição do uso desses agentes químicos e a busca por alternativas que tragam menor risco a saúde e ao meio ambiente.
A priori, no ano de 2018 foi sancionada pelo então Presidente Michel Temer, a PL do Veneno, um projeto de lei que libera a utilização de novos agrotóxicos por um ano, sem a autorização da Anvisa e do Ministério da Saúde. Tal brecha aumentou significativamente o uso de agrotóxicos considerados de alto risco e que foram proibidos de serem utilizados por alguns países da União Européia e EUA. Diante desse exposto, fica claro a necessidade do combate ao uso indiscriminado desses agentes químicos, que trazem riscos a saúde da população, e poluem gradativamente o meio ambiente.
Outrossim, o uso destes pesticidas na produção de alimentos, já são estudados por vários pesquisadores que comprovaram o aumento na probabilidade de desenvolvimento de câncer e outra doenças, em decorrência do consumo de alimentos com resíduos desses produtos. Segundo uma pesquisa publicada pela revista Veja, sete de dez alimentos analisados em um laboratório, possuíam alto teor de resíduos de agrotóxicos, alguns desses proibidos de serem utilizados no mundo todo. Isso evidência a necessidade de uma fiscalização mais intensiva no campo, visando combater o uso de produtos de extrema nocividade e que estão presentes no alimento diário do brasileiro.
Nesse contexto, fica evidente a necessidade de uma mudança urgente e eficaz para esse grave problema. Para isso, o Poder Legislativo deve colocar novamente em pauta a PL do Veneno, para que essa seja discutida novamente, e se possível até mesmo revogada, substituindo-a por um projeto de lei que vise dificultar o acesso e o uso de produtos com alto grau de nocividade a saúde e meio ambiente. Somado a isso, o Ministério da Saúde em conjunto com o da Educação, devem desenvolver palestras nas escolas e universidades, com o objetivo de alertar sobre os riscos da ingestão de alimentos que possuem auto teor de contaminação de agrotóxicos, estimulando a discussão de alternativas no barateamento da produção de alimentos orgânicos que são saudáveis mas que são pouco visados pelos agricultores devido o auto custo de produção.