O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 07/07/2019
A partir do século XVIII, desde os processos denominados “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercados. Nesse sentido, com a ampliação do acesso tecnológico e a procura por maior lucratividade, surge a preocupação com os agrotóxicos. No Brasil, essa problemática se evidencia não só por causa da sociedade, mas também pela ineficiência do poder público. Primeiramente, é indubitável a exigência da população no consumo de produtos esteticamente perfeitos, ignorando a aplicação de substâncias químicas nos alimentos. De acordo com o economista britânico Arthur Lewis, ganhador do Prêmio Nobel, a educação deve ser vista como investimento, principalmente como fonte de informação. Logo, é inadmissível a precariedade das instituições educacionais em orientar sobre os perigos por trás do uso dos defensivos agrícolas.
Ademais, a inexistência de uma legislação mais rigorosa, infelizmente, contribui para o aumento cada vez maior da aplicação indiscriminada dessas substâncias. Segundo o jornal O Globo, o consumo de pesticidas no Brasil cresceu 115% entre 2002 e 2012. Sob tal óptica, o cenário nacional parece fazer alusão contrária aos princípios de Lewis, pois a falta de comunicação e descuido ocorrido pelo Governo corrobora para prejuízos na saúde dos brasileiros.
Destarte, portanto, que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção, proteção e recuperação da salubridade dos brasileiros, deve fomentar campanhas informativas sobre os perigos do uso dos agrotóxicos, por meio de propagandas nas mídias digitais, rádios, TV, junto à palestras em pontos públicos e escolas, já que elas possuem um papel fundamental na formação dos educandos, com parcerias de empresas de produtos orgânicos em troca do abatimento em seus impostos. Espera-se, com isso, instruir e alertar a todos sobre os prejuízos na utilização dos agroquímicos.