O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 04/07/2019

Os avanços tecnológicos introduzidos pela Revolução Verde no campo formaram um cenário cada vez mais iminente para a erradicação da fome no mundo. Em plena Segunda Guerra Mundial, a preocupação dos governos com a subnutrição das populações humanas incidiram na modernização das práticas agrícolas para a produção de alimentos. Desse modo, um conjunto de medidas para aplicação no campo entraram nas lavouras, e, dentre elas: os agrotóxicos. Atualmente, apesar de não ter cumprido seu verdadeiro propósito - o de erradicar a fome no mundo -, a utilização de defensores agrícolas no campo tem representado um risco nocivo ao meio ambiente e à saúde humana.

É indubitável que os resíduos de agrotóxicos das lavouras vem causando graves prejuízos ambientais. No primeiro trimestre de 2019, dados da GreenPeace revelaram a confirmação de morte de milhões de abelhas contaminadas por pesticidas agrícolas em apenas três estados brasileiros. A ONG também alertou sobre a dimensão desses dados, uma vez que esses insetos são praticamente responsáveis por toda a polinização de plantas frutíferas do planeta. Desse modo, o uso desses agentes no campo tem causado uma gama de impactos ambientais preocupantes, fato que pode afetar diretamente na oferta de alimentos e na manutenção dos ecossistemas biológicos.

Em conjunto a isso, a presença desses químicos no organismo humano também é fator de preocupação. Em 2018, o Senado brasileiro aprovou a medida que legaliza a utilização de 14 agrotóxicos, proibidos em solo europeu. A decisão de proibição desses produtos na Europa envolve a comprovação científica de que eles estavam causando o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o câncer, mal de Alzheimer e até a síndrome de Down. Nesse sentido, o aparecimento de enfermidades na população brasileira, à longo prazo, pode ser resultado da exposição e contato com esses produtos tóxicos. Assim, evitá-los nos alimentos de origem vegetal tem se tornado um desafio cada vez mais intrínseco no mundo moderno.

Torna-se claro, portanto, que o manejo de pesticidas agrícolas tem configurado problemas ao espaço socioambiental. Para amenização dessa realidade, urge que o Ministério da Agricultura incentive a produção orgânica, através do crédito ao pequeno agricultor e do incentivo ao biocontrole, controle de pragas por meio de agentes naturais. Desse modo, o alcance a uma agricultura livre de agentes químicos pode ser cristalizada, fato que integrará o meio ambiente ao desenvolvimento. Em adição, o Governo deve resgatar áreas afetadas por agrotóxicos e oferecer tratamento às populações afetadas, por meio de uma maior destinação de recursos, a fim de recuperar os danos de um mal planejamento.