O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 02/07/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, transporte e ao bem-estar social. Conquanto, o uso de agrotóxicos coloca em risco uma boa parte da população e impossibilita que desfrutem desses direitos universais na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Primeiramente, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no campo. Segundo a página do Senado, o uso de agrotóxicos traz impactos na saúde e no meio ambiente. Diante do exposto, a quantidade de defensivos agrícolas estão muito acima do permitido pelo Ministério da Agricultura, pois falta fiscalização, isso acaba que por intoxicar fortemente o homem do campo e em menor escala o da cidade.
Faz-se mister, ainda, salientar a omissão da União como impulsionador do aumento de pesticidas nos alimentos. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o projeto que altera a regulamentação de defensivos agrícolas em relação a atual lei dos agrotóxicos, visa registrar primeiro todo defensivo, testar os efeitos sobre a saúde e o meio ambiente e só então aprovar a sua utilização pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir na contratação e preparação dos fiscais, criar formas de penalizar e evitar o uso dos defensivos agrícolas não autorizados no campo e pequenos agricultores nas cidades por meio do Ministério da Agricultura. Dessa forma, será possível garantir uma qualidade dos alimentos no meio rural e urbano que, de fato, integra indivíduos e promoverá a plena construção de conhecimentos. Só então a sociedade promoverá a igualdade de direitos.