O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Conforme o princípio da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude o seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que, ao analisar-se a utilização dos agrotóxicos em escala nacional e mundial, fatores como o descontrolado uso de defensores agrícolas e a ineficiência governamental, funcionam de forma análoga ao que se observa a lei de tal físico. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática. Primeiramente, vale ressaltar que o uso indiscriminado de pesticidas na produção agropecuária é o principal paradigma. Isso acontece, pois, os grandes produtores rurais, preocupados com uma maior produção e consequentemente uma alta lucratividade, ignoram os inúmeros riscos que causam ao ambiente e à população. Esse fato pode ser comprovado, de acordo com Milton Santos e suas críticas à globalização, ao destacar as práticas hipercapitalistas da sociedade. Segundo a ANVISA, um terço dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros, estão contaminados e desses, 28% apresentam componentes não autorizados. Consequentemente, diversas pessoas sofrem, diariamente, intoxicações decorrentes do uso dessas substâncias, além da contaminação do solo e lençol freático. Cabe mencionar, em segundo plano, a falta de fiscalização por parte do governo. Isso ocorre, pois não há órgãos eficazes para desempenhar tal atividade, as leis existentes são brandas e pouco rígidas, e existe um impasse na aprovação de projetos que melhorem a realidade. Consoante ao contratualismo de John Locke, o Estado, ao firmar o pacto social, tem o dever de garantir os direitos naturais dos cidadãos, como a saúde e o bem estar, por isso, torna-se desnecessário ao descumprir qualquer lei estabelecida. Dessa forma, ações são necessárias para alterar a trajetória inercial, prevista por Newton, da utilização de agrotóxicos no Brasil e no mundo.
Diante dos fatos supracitados, é imprescindível forçar a mudar o estado de repouso do problema através de medidas. Logo, cabe à sociedade exigir do Ministério da Agricultura a proibição da importação e fabricação de agrotóxicos, por meio da autorização de comercializar apenas alimentos que passem por inspeções e recebam selos de qualidade, a fim de acabar com o uso indiscriminado desses insumos. Paralelamente, é dever do Estado buscar maneiras de melhorar a atuação da ANVISA, e também, regulamentar e agravar as punições, a partir de um maior esforço no controle da alimentação brasileira e alteração das leis de formar mais rígida e rigorosa, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população.
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