O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Desde a chegada dos portugueses em território tupiniquim, implantou-se o sistema agrícola chamado plantation, diante desse fator, e da vasta área de cultivo, o Brasil tornou-se uma grande potência agroexportadora mundial. Mas, com o aumento da demanda, devida explosão populacional, ao passar dos anos, o uso de agrotóxicos virou uma forma de abreviar a colheita da cultura, trazendo assim riscos para a saúde e bem estar social nacional e ao redor do mundo.
É importante destacar, que o uso de defensivos agrícolas em lavouras, se faz necessário, devido ao aumento cada vez maior de pragas e doenças nocivas que comprometem à produção, trazendo prejuízos pecuniários ao produtor. Sendo que, embora diante de variadas formas de controle de pragas surgindo ao redor do mundo, como o controle biológico, se utilizada pelo produtor, os danos e os custos seriam bem mais reduzidos, pois seria a própria natureza fazendo seu papel, trazendo mais equilíbrio ao meio ambiente e à fauna e a flora local.
Indubitavelmente, a lei criada em 1989 para regulamentar tal uso, está extremamente ultrapassada, pois às leis devem estar em constante mudança, assim como à produção e a plantação de alimentos no Brasil e no mundo, devendo ambas se adaptar à realidade cotidiana. Portanto a criação e adequação legal, realizada em suma pelo parlamento nacional, são de grande urgência, pois o problema não é apenas do produtor rural, e de quem aplica dos defensivos, mas também de saúde pública, não apenas visando os lucros da balança comercial, mas, a qualidade de vida da população em geral.
Também, o sistema para requerimento de utilização de agrotóxicos é defasado e falho, pois é apenas necessário que o produtor registre o produto no ministério da agricultura, e em seguida na agência nacional de vigilância sanitária e no IBAMA, não havendo qualquer fiscalização por nenhum órgão citado, o que torna livre o uso desses verdadeiros venenos. De acordo com dados da organização mundial da saúde, o dinheiro economizado no controle de pragas é utilizado no tratamento de infectados ou por doenças causadas pelos mesmos, como câncer e doenças do sistema nervoso.
Logo, diante da ineficiência do Estado em gerir e controlar o uso de defensivos agrícolas, o ministério da agricultura em conjunto com organizações não governamentais, em conjunto, devem criar uma autarquia federal, que apenas controle e fiscalize periodicamente a liberação de agrotóxicos, e gradativamente dê treinamento ao produtor rural a respeito de novas técnicas de controle biológico, com recurso oriundos da exploração da bacia pré-sal, para que todos possam se alimentar com produtos cada vez mais saudáveis, com a finalidade de trazer mais qualidade de vida à população, e seguir as premissas de Platão que diz que :’ o importante não é viver, mas viver bem’'.