O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

A Revolução Verde consolidou o uso de tecnologias na produção rural, tais como os agrotóxicos, ocorrendo principalmente em países em desenvolvimento. Contudo, na virada do século XX para o século XXI, intensificou-se o questionamento ao uso destes venenos que prejudicam trabalhadores e consumidores. No Brasil, a situação tornou-se caótica, entretanto empresas e representantes de produtores negam os malefícios do uso de insumos, ademais a legislação e as restrições são ignoradas por estes.

Primeiramente nota-se que o mundo caminha para a adoção de práticas sustentáveis, tome-se por exemplo a Dinamarca que já é o país mais orgânico no mundo, e deseja ampliar a níveis de 100% sustentáveis as suas áreas de produção agrícola. Na contramão do mundo, o Brasil cujo qual é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, e o país parece não estar satisfeito com sua posição no uso defensivos agrícolas, porque só em 2019 foi autorizado o uso de 239 novos pesticidas, concomitante ao discurso do desconhecimento dos efeitos nocivos dos insumos, este aumento foi apoiado na perspectiva econômica, sendo que muitos destes produtos já são proibidos na Europa,sendo alguns há mais de 15 anos. A simpatia ao uso destes fitossanitários gera o questionamento do interesse estatal no desenvolvimento econômico em possível detrimento à saúde pública, isto se configura grave problema social.

Não só o uso desenfreado no Brasil preocupa, pois, segundo a Anvisa, 67% dos agroalimentares utilizam químicos, mas também, 25% destas são proibidas ou estão acima da quantidade permitida por lei. Isso denota total desrespeito e desconsideração para com a legislação vigente, esta situação é pautada na fragilidade da fiscalização e na passividade dos órgãos reguladores, exemplificado no caso de 2017 que haviam sido apontadas possíveis casos de corrupção, por meios de falsificações, na Anvisa. Os casos não só desmoralizam os órgãos, como também, evidenciam que aqueles os quais deveriam proteger a população estão, na verdade, rendidos a ganância e neglicenciando suas funções.

Consoante aos fatos apresentados a Câmara dos Deputados deveria frear por meio de projetos de lei a autorização desenfreada de novos agrotóxicos, principalmente aqueles que já são proibidos na Europa, para que a população brasileira para de morrer e adoecer-se neste uso desmedido de químicos, com a urgência necessária. Ao passo que ONG´s investigariam o controle do uso de insumos por produtores rurais, acompanhando os órgãos fiscalizadores, visando o aumento da qualidade dos produtos que vão mesa do trabalhador e qualidade do trabalho rural. Os fatores diminuiriam as morte de trabalhadores e o prejuízo público por uso de fitossanitários, além da inibição do uso dos venenos.