O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
No filme “Onde está Segunda”, da Netlix, o consumo de alimentos transgênicos fomenta alterações biológicas humanas, o que resulta em uma super população, graças ao aumento do nascimento de gêmeos. De maneira análoga, fora da ficção, tal quadro não natura faz-se uma realidade no Brasil hodierno, já que há o grande uso de agrotóxicos no agronegócio, de forma a expor a sociedade a problemas, como intoxicação. Com isso, fica claro o impasse, seja pela insuficiência estatal, seja pela apatia cívica.
Decerto, avanços favoráveis à redução da aplicação de defensivos químicos foram concretizados, a exemplo da Lei dos Agrotóxicos, a qual possui diretrizes de regulação. Porém, a carência de estímulos governamentais à produção orgânica no país acaba impulsionando a presença do agrotóxico nas lavouras pela vantagem econômica. Assim, observa-se o rompimento das gestões públicas com a óptica de Thomas Hobbes, que pontua o Estado como responsável pela harmonia coletiva, pois, apesar do conflito, há a falta de políticas efetivas.
Outrossim, vale ressaltar o comportamento apático civil como notório estimulante da problemática. Nesse ínterim, a despreocupação da maior parcela populacional com a origem e qualidade do alimento manifesta a ação passiva social. Desse modo, nota-se a atuação da inércia de Newton, a qual defende a necessidade de uma força externa para mudar o estado de um corpo, porque, sem o protagonismo cidadão, a ordem vigente é mantida. Nesse sentido, persiste o imperativo químico nos campos, exposto pelos dados do Ministério da Agricultura..
Infere-se, portanto, a urgência de medidas que revertam a situação. Nesse caso, cabe ao Poder Legislativo Federal, aliado ao Ministério da Fazenda, o estímulo à produção orgânica, por meio de um projeto de lei que una o abatimento tributário e incentivos fiscais aos produtores, a fim de atenuar a inobservância governamental. Ademais, compete às associações comunitárias, junto às escolas e famílias, o impulsionamento do protagonismo dos cidadãos, com programas lúdicos, como sarais nos bairros, para conscientizar os indivíduos acerca dos agrotóxicos nos alimentos e alterar a estrutura atual. Destarte, a realidade brasileira não será análoga ao filme da Netlix.