O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Desde a Revolução Industrial de 1760 trabalhadores dos mais variados ramos da economia vêm sendo expostos a condições insalubres de trabalho. O agronegócio, carro chefe da economia brasileira, tem proporcionado intoxicação de trabalhadores rurais e de consumidores devido ao uso desenfreado de agrotóxicos.
É notório que o cultivo de alimentos de origem vegetal demanda minuciosos cuidados por parte dos empresários na busca por grãos, frutas, verduras e legumes os mais perfeitos possível. Para tanto, fica a cabo dos defensivos agrícolas eliminar as pragas e doenças nocivas à produção agropecuária. Entretanto, os pesticidas já provocaram mais de duas mil mortes, entre 1999 e 2012, de pessoas que foram intoxicadas por agrotóxicos somente no Brasil, dentre as quais boa parte são trabalhadores rurais em busca de um sustento honesto e digno para suas famílias.
Todo consumidor quando busca adquirir um produto, principalmente alimento, é seduzido pelo que vê. Quantos de nós se pergunta quanto de gordura trans existe em um pacote de biscoito antes de comprá-lo? Ou até mesmo quanto de substância tóxica existe na maça vermelhinha da prateleira do supermercado? Isso pouco importa, é natural, é saudável. Para frustração de muitos, tais alimentos estão longe de serem saudáveis. Os hortifrutigranjeiros têm sido vendidos com resíduos de pesticidas acima do permitido, segundo estudo da Anvisa. Trata-se nitidamente de um envenenamento gradativo da população, tanto brasileira quanto mundial, resultado da negligencia dos produtores rurais somada à ineficiência do Estado em inibir tal conduta.
A ONU, portanto, deve cobrar dos países exercer efetivamente o poder de polícia, fiscalizando as empresas do setor de agronegócio e multando-as de maneira proporcional ao agravo. Inclusive impedir a comercialização de seus produtos, caso necessário. Priorizar a manutenção da produção a todo custo em detrimento da saúde de fato do que está sendo servido à mesa das pessoas é um ataque frontal aos direitos do ser humano.