O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Devido à grande influência da agricultura no Brasil, há uma interferência dos políticos, com a chamada bancada ruralista, para o favorecimento dessa área, entretanto, a recente liberação de novos agrotóxicos considerados, pelo governo, como muito tóxicos revelam um descaso com a saúde populacional. Com isso, produtos ainda sem testes ou pesquisas sobre suas consequências sendo liberados no mercado e a clara sobreposição do lucro desse setor em relação ao bem estar social, ratificam uma regressão para uma melhor qualidade de vida.
Em primeira análise, os agrotóxicos com combinações químicas cujos efeitos ainda não foram estudados aumentam os riscos para a sociedade, especialmente, pequenos agricultores que tem contato direto com essas substâncias, visto que ainda não é confirmado, cientificamente, se as proteções e quantidades para uso requeridas seriam as suficientes para uma menor agravamento dessa junção. Em consequência disso, segundo uma estimativa feita pela ONG Greenpeace, em 2019, 30% desses produtos liberados no Brasil já foram banidos da Europa, onde muitos países são atenciosos sobre os malefícios desses pesticidas, o que elimina possibilidades de exportação desses alimentos e de favorecer a economia .
Já em segundo âmbito, a supervalorização do lucro em detrimento da saúde pública acarreta custos que poderiam ser evitados, uma vez que já se foi comprovado, em diversos estudos, que o aumento nas taxas de câncer e depressão teriam ligação com a convivência com agrotóxicos. Por isso, em uma entrevista ao Profissão Repórter, em 2015, o Professor da UNICAMP, Ângelo Tropé alegou que essas substâncias não seriam tão prejudicais quanto se é dito, caso tenha a exposição controlada e uso de tecnologia adequado, todavia sabe-se que realidade apresenta um despreparo na capacitação dos agricultores e nas condições de trabalho precárias, consequentemente ocasionando indivíduos que não utilizam a proteção certa e que passam a maior parte da vida trabalhando com essa área.
Em síntese, a autorização pelo governo do uso de mais de 42 novos pesticidas no Brasil tendo como consequência uma negligência com a saúde do brasileiro, afeta os direitos humanos dos trabalhadores e dos consumidores. Logo, faz-se necessário uma parceria entre universidades e o Ministério da Agricultura no investimento em pesquisas que busquem outros métodos diferentes dos agrotóxicos, que não causem dano a sociedade e ao meio ambiente, além da criação de uma política pública pelo Poder Legislativo que, gradativamente, retire do mercado os produtos mais perigosos e vendam outros apenas com EPI (equipamentos de proteção individual) na intenção responsabilizar e conscientizar o governo sobre o bem comum e não apenas o lucro.