O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/07/2019

Em tempos pretéritos, com o propósito de aumentar a produção agrícola, muitos países intensificaram o uso de agroquímicos. No entanto, a utilização abusiva desses produtos é responsável por gerar impactos na saúde humana e ambientais. Nesse contexto, deve-se discutir sobre a relação do aumento populacional e a necessidade de aumentar a produtividade da agricultura, com o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo.

Em primeiro lugar, é coerente responsabilizar o crescimento demográfico com o tema em discussão. Isso se deve porque, segundo o Banco Mundial, nas últimas décadas a população do planeta mais do que dobrou de tamanho, subiu dos 3 bilhões em 1960 para cerca 7,5 bilhões em 2015. Em virtude disso, a necessidade para cultivar alimentos em grande escala se tornou obrigatória. Contudo, para manter a qualidade nas lavouras e garantir uma elevada taxa de produção, tornou-se necessário fazer uso intensivo desses defensores agrícolas no controle de pragas e doenças vegetais.            Por outro viés, especialistas defendem que problemas de saúde e ambientais estão relacionados com tal prática. Hodiernamente, o Brasil é uns dos países que mais faz uso de agrotóxicos em todo planeta. Entretanto, segundo a Organização Mundial Saúde, esses produtos são responsáveis por três a cinco milhões de intoxicações agudas no mundo, especialmente em países desenvolvidos. Além disso, o Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento relata que o meio ambiente sofre grandes impactos devido a ação desses produtos, como por exemplo a contaminação de afluentes e morte de espécies responsáveis pela manutenção da vida em vários biomas.

Evidencia-se, portanto, que a modernização da agricultara é a responsável pela problemática em questão. Para isso, urge uma obrigação de discutir e esclarecer os riscos e benefícios sobre o uso dessa química, assim como diminuir seu consumo. Diante disso, o Governo Federal deve regulamentar o uso dessas substâncias na agricultura, isso  por meio da proibição de produtos prejudiciais ao homem e ao meio ambiente, e do incentivo à adoção de práticas sustentáveis de combate às pragas. Somando-se a isso, é primordial que o Estado incentive e libere mais recursos financeiros para pesquisas e desenvolvimentos de técnicas que garantam a preservação das lavoura e os rendimentos de seu produtos.