O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 05/06/2019
Agrotóxicos: um mal necessário
Atualmente, o uso de agrotóxicos tem sido muito discutido no Brasil. A principal razão para isso é o fato de que os pesticidas são componentes químicos que, se usados indevidamente, são capazes de causar danos aos seres humanos. Apesar da possibilidade de dano à saúde, os defensivos agrícolas são responsáveis por proteger as plantações contra as pragas e garantir o abastecimento de comida para a população brasileira e, por esta razão, o seu uso não deve ser banido.
Apesar dos possíveis riscos à saúde, os agrotóxicos possuem um papel fundamental na produção de alimentos no Brasil, que é protegê-la de pragas e da sua consequente destruição. De acordo com o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola(EMBRAPA), o fato do Brasil ser um país tropical contribui para a disseminação de pragas, pois não temos invernos rigorosos o suficiente para interromper o ciclo delas. Portanto, o agrotóxico se torna necessário como o principal meio de combate aos patógenos que atacam as lavouras.
Sob este mesmo viés, a proibição do uso de pesticidas, além de ter o potencial de causar a destruição de diversas lavouras no Brasil, poderá gerar consequências muito mais gravosas para os brasileiros, como a falta e o encarecimento dos alimentos. Uma sociedade financeiramente pobre como a brasileira, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística(IBGE) possui aproximadamente dois milhões de pessoas em extrema pobreza, sofrerá bastante com uma ascensão abrupta no preço dos alimentos, que causará a desnutrição e o aumento da mortalidade infantil.
Em síntese, os agrotóxicos possuem um papel fundamental na produção de alimentos no país e, por isso, não devem ser proibidos. Entretanto, a fiscalização do uso destas substâncias deve ser rigorosamente controlada pelas autoridades governamentais. Para isso, seria necessária uma ação conjunta entre Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura para monitorar a quantidade de pesticida utilizada nas plantações e determinar se o nível está aceitável e não é prejudicial à saúde dos consumidores. Outra alternativa seria o Ministério da Ciência e Tecnologia incentivar o desenvolvimento de defensivos agrícolas que não são prejudiciais aos seres humanos.