O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/05/2019
A partir da segunda metade do século XX, foram criadas estratégias para elevação da produção agrícola por meio de técnicas mais modernas de cultivo. Em detrimento disso, o uso de defensivos agrícolas foi intensificado com a justificativa de tornar a agricultura mais eficiente. Nesse contexto, cabe analisar a estagnação das leis agrícolas e o impacto causado pelos agrotóxicos na saúde.
Em primeira análise, cabe pontuar a estagnação das regras para o uso de agrotóxico no Brasil, bem como a falta de monitoramento, fiscalização e das leis. Isso porque, para o governo o agronegócio é essencial à economia do País, e para isso é necessário manter o nível de produção com a intensificação dos agroquímicos. Consequência disso é a flexibilização das regras através do projeto de lei de 2019, conhecido como Lei do Veneno, que libera o uso de produtos tóxicos, consolidando a relação entre o governo atual e o grande capital agrário.
Paralelo a isso, há o impacto na saúde causado pela exposição ao agroquímico, uma vez que independente do contato, os efeitos são graves. Isso porque, o contato com o agrotóxico, desde sua fabricação até o consumo do alimento contaminado, causam danos perigosos a saúde como infecção do trato respiratório e câncer. Segundo dados da OMS, os agroquímicos são responsáveis por 63% dos 57 milhões de óbitos declarados no mundo. Em contrapartida, o governo está permitindo registro sem a análise necessária sob o ponto de vista da saúde.
Portanto, a estagnação das leis agrícolas e o impacto causado na saúde são entraves para o Brasil e para o mundo na relação com o uso de agrotóxicos. Faz-se necessário que o Ministério da Agricultura crie órgãos para fiscalizar e monitorar o uso de agroquímicos, por meio de visitas técnicas que prestem consultoria auxiliando no uso correto do produto. Aliado a isso, é necessário que o governo local incentive a agricultura orgânica criando hortas nos espaços urbanos, como parques e escolas, contribuindo com a participação popular na produção de alimentos naturais.