O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/04/2019
O que realmente comemos
A plantação começou a ser utilizada pelo homem no período Mesolítico, quando esse deixa de ser nômade para aproveitar da fertilidade da terra a fim de produzir seus alimentos, entretanto, com o aumento dos grupos sociais essa pratica acabou por produzir quantidades insuficientes. O uso da agroquímica ganhou espaço na Revolução Verde, com o intuito de aumentar a produtividade e a qualidade, contudo o uso descontrolado está gerando resultados adversos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar os ganhos econômicos advindos do uso dos agrotóxicos. Segundo o agrônomo Arthur Pereira da Cunha, os agroquímicos maximizam a produção e ajudam a eliminar as pragas, pesquisas feitas pela Universidade de São Paulo mostram que o uso desses previnem a perda de 10 a 40% da produção rural, contribuindo dessa forma para o título de terceiro maior exportador agrícola atribuído ao Brasil, atrás somente dos Estados Unidos e da União Europeia. Contudo, o uso desenfreado pode gerar consequências sociosanitárias. A aplicação de defensivos agrícolas acima do limite, estipulado pela Associação Nacional de Vigilância Sanitária, favorece o acúmulo desses nos alimentos, os quais serão consumidos pela população. De acordo com estudos realizados por essa instituição, no ano de 2009, das 3.130 amostras vegetais, extraídas de 26 estados, 29% estavam com valores superiores aos deliberados. Por consequência disso, irritações na pele e nos olhos, problemas respiratórios e câncer tornam a aparecer com uma maior frequência em quem consome ou manipula esses produtos químicos.
Nessa óptica, nota-se, a necessidade da criação de medidas para a resolução desse impasse. A ANVISA deve aumentar a fiscalização e a rigidez nas regras quanto a quantidade e tipos dos produtos utilizados, através da implantação de agentes para inspecionar os produtores, garantido, dessa forma, um alimento sem riscos à saúde pública. Ademais, a sociedade, deve conscientizar-se da importância de higienizar os alimentos antes de consumir para retirar excessos superficiais. Garantindo, assim, a conciliação entre o avanço nacional e a saúde dos cidadãos.