O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/03/2019

Desde a Revolução Verde, movimento dos anos 60 que modernizou a agricultura, o uso de agrotóxicos nas plantações cresceu sobremaneira, corroborando consequências vis na sociedade. Nessa perspectiva, a falta de fiscalização quanto ao manejo desses produtos químicos e o interesse das empresas por maior lucratividade são fatores decisivos nessa questão. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados, com o escopo de modificar essa adversa conjuntura.

Em verdade, a insuficiente fiscalização nas áreas produtivas intensifica o cenário, uma vez que possibilita o descumprimento das medidas necessárias para a manipulação de produtos tóxicos. Nesse sentido, evidencia-se as condições de trabalho dos empregados, os quais não dispõem, muitas vezes, de equipamentos de segurança apropriados. Essa situação resulta em quadros de intoxicação, em que o número registrado é de cerca de 1,5 milhão, como indica os dados do Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, além de problemas, como câncer e depressão.

Ademais, ressalta-se que o interesse das empresas por lucratividade potencializa a situação. Nessa perspectiva, observa-se que o uso de agroquímicos aumenta a produtividade das culturas, diferentemente do reduzido rendimento dos alimentos orgânicos, geralmente mais caros e  não atrativos à maioria da população. Essa ampla utilização de produtos tóxicos é agravada por questões legislativas, como o Projeto de Lei 6.299/2002, o qual flexibiliza a regulação de agrotóxicos no Brasil. Tais políticas beneficiam o setor industrial e incentivam o consumo de alimentos contaminados que prejudicam explicitamente o hábito nutricional, e a saúde humana.

Destarte, é essencial alterar essa extensiva utilização de defensivos agrícolas. Para tanto, é impreterível que o Estado, importante instituição reguladora da sociedade, amplie as políticas voltadas ao combate do uso de agrotóxicos, mediante o estabelecimento de fiscalizações frequentes e de incentivos fiscais para empresas de diminuam o uso de agroquímicos, com fito de reduzir os efeitos decorrentes da Revolução Verde e de evitar problemas de saúde na população. Concomitantemente, é imprescindível que a comunidade realize escolhas conscientes quanto à alimentação, por meio da compra de produtos naturais no cotidiano, a fim de possibilitar uma dieta mais saudável e benéfica ao organismo.