O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 24/03/2019

A revolução verde, que aconteceu no século passado, foi marcado pelas inovações tecnológicas na agricultura para obtenção de maior produtividade, por meio de pesquisas em sementes, mecanização do campo, fertilização do solo e a utilização de defensivos agrícolas. À vista disso, o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo tornaram-se cada vez mais recorrentes. Essa situação, além de reverberar uma sociedade a qual preconiza o lucro, evidencia que o uso indiscriminado desses produtos negligenciam os riscos.

A priori, desde o desenvolvimento do capitalismo, a partir do fim da Idade Média, percebeu-se que o lucro começou a permear as relações e, assim, o comércio começava a ressurgir, uma vez que com as Invasões Barbaras na Europa Ocidental, essa prática tinha perdido força. Dessa forma, é possível inferir que esse modo de produção que rege a sociedade hodierna possui sua estrutura econômica sobre os princípios da mais-valia. A utilização do agrotóxico, por sua vez, demonstra essa realidade, haja vista que o uso de defensivos está em concordância com os moldes do capitalismo, o qual estabelece o aumento da produção a qualquer custo e, assim, preconiza o lucro.

Outrossim, é sabido que o agronegócio é um dos principais responsáveis pelas transações econômicas entre os países. Diante disso, os defensivos agrícolas são consumidos em grande escala na agricultura. No entanto, a utilização demasiada desses produtos revelaram-se com o tempo, como um risco para o meio ambiente e, consequentemente, para a saúde do homem, dado que o DDT, defensivo bastante utilizado nas plantações, intoxicam rios e, por fim, o indivíduo a partir da bioacumulação nas teias alimentares, por exemplo. Assim, mesmo com todos esses perigos, a utilização dos agrotóxicos é uma realidade, pois negligenciam os riscos, ao utilizarem esses produtos de forma indiscriminada.

Logo, é necessário que as ONGs venham, mediante palestras, elucidar para os ruralistas sobre a importância de aplicar o desenvolvimento sustentável no agronegócio, por meio da utilização dos recursos de forma racional, a partir da aplicação da agricultura orgânica, por exemplo, a fim de que o lucro não seja a prioridade nessas relações. Ademais, é imprescindível que o Poder Legislativo elabore Leis que penalizem, por intermédio de multas e até mesmo prisões, aqueles que utilizam os defensivos agrícolas de forma demasiada, com intuito de que os riscos dessa utilização não sejam negligenciados. Só assim, o uso dos Agrotóxicos  no Brasil e no mundo será de forma racional.