O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 19/04/2019

A partir do momento que o ser humano viu viabilidade na domesticação de plantas, passou a se estabelecer em um só local, aderindo ao sedentarismo. Assim, se deu início as plantações e lavouras. Consequentemente se viu a necessidade de maior mão-de-obra, o que desencadeou o aumento populacional. Com a grande natalidade, veio o auxílio na lavoura, porém, haviam mais bocas a serem alimentadas. Desde então, a população mundial começou a crescer e nunca mais parou.

Atualmente o número de habitantes a nível mundial chega a quase oito bilhões de pessoas que precisam se alimentar no mínimo três vezes ao dia, e assim o fazem. Por outro lado, parte desses indivíduos em um dia de sorte conseguem se alimentar uma vez ao dia. Enquanto isso, um terço do alimento produzido na Terra ou nem chega aos mercados ou tem como destino as lixeiras residenciais. Uma parcela dos consumidores adquire ou gostaria de adquirir produtos orgânicos, porém os mesmos possuem preço elevado devido a maior dificuldade do seu cultivo e sua baixa produção levando em conta a demanda de alimentos necessária para satisfazer toda a população.

Visando uma boa produtividade e evitando perdas principalmente por conta de pragas, os agrotóxicos entraram em cena, sendo hoje essenciais na lavoura. Estes produtos já fazem parte do dia-a-dia do produtor brasileiro a décadas, auxiliando no combate de pragas e maximizando a produção. Entretanto, se observa o uso indevido por parte dos vendedores e produtores que aplicam tais produtos, como consequência nota-se o manejo de dosagens errôneas e em culturas nas quais não deveriam ser aplicadas. A manipulação feita de maneira indevida pode tornar alimentos que antes seriam uma opção saudável em algo prejudicial a saúde pública.

Graças as pesquisas em laboratórios e universidades uma opção viável para manter a produtividade e a qualidade de vida vem sendo estudada: os biopesticidas. São produtos feitos a partir de micro-organismos, substâncias naturais ou plantas geneticamente modificadas que fazem o controle das pestes que atacam as culturas. Os biopesticidas não são tóxicos como os agrotóxicos utilizados atualmente, não possuem impacto na natureza, animais, seres humanos e nas plantas nas quais estão sendo aplicados. A produção de alimento tem a necessidade de acompanhar o crescimento da população e seu desperdício precisa diminuir. Procurar métodos que contribuam à produtividade e preservação do planeta assim como seu habitantes já é mais que essencial. O Brasil sendo um país referência na produtividade agrícola e pecuarista deve também ser exemplo no uso de procedimentos que zelam pelo bem dos seus cidadãos, fauna e flora.