O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 22/03/2019
É fato que a Revolução Verde, ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, possibilitou o desenvolvimento de novas técnicas voltadas para a produção de alimentos em grande escala. Nesse contexto, encontram-se em voga produtos químicos como defensivos agrícolas, utilizados para evitar pragas no processo agrícola. Entretanto, o uso abusivo dos agrotóxicos coloca em evidência seu caráter problemático para o meio ambiente e à saúde humana em todo o mundo.
Em primeiro plano, defensivos agrícolas de alta toxicidade podem causar desequilíbrios na biodiversidade. Sob esse viés, a terceira lei proposta pelo físico Isaac Newton sugere que toda ação gera uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Aliados a esse conceito, o fácil acesso aos agrotóxicos e a sua larga utilização nas plantações constituem uma ação de impacto ambiental que ,por consequência, atinge solos e águas subterrâneas, provocando danos nefastos à fauna e a flora. Assim, enquanto tal ação se mantiver, a natureza permanecerá exposta às reações provocadas.
De outro plano, o ser humano, a partir da dieta ingerida, expõem-se cada vez mais aos agrotóxicos e coloca em risco a sua saúde. A esse respeito, o pensamento positivo “ver para prever, a fim de prover” - dito pelo sociólogo Auguste Comte - propõem que é necessário conhecer a realidade para antecipar as ações humanas e assim melhorar sua condição. Ocorre que os indivíduos não possuem o conhecimento da realidade, visto que continuam sendo vítimas dos defensivos agrícolas e imunes a perigos como envenenamento e doenças respiratórias. Todavia, faz-se necessário prover mecanismos preocupados com a soberania alimentar.
Impende, pois, aliar-se as máximas de Newton e Comte para minimizar o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Sendo assim, a vigilância sanitária ,em parceria com institutos voltados para o meio ambiente, deve monitorar a venda de agrotóxicos e o descarte adequado das embalagens, por meio de sanções jurídicas e fiscalizações mais rígidas, a fim de que o uso desses químicos seja feita de maneira prudente. Outrossim, cabe às universidade incentivar o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a produção agrícola mais sustentável, com vistas a diminuir os impactos ambientais. Ademais, influentes digitais e ONG’s, podem ,por meio de seus discursos nas mídia sociais, orientar a sociedade civil na higienização correta de frutas e verduras, a fim de reduzir a taxa de toxicidade na dieta ingerida.