O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 07/09/2022
A Constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o uso da Cannabis medicinal no Brasil. Diante disso, é preciso reverter esse cenário, o qual é motivado pelo silenciamento de discursos e desinformação.
Primeiramente, é importante ressaltar a controvérsia acerca do uso ilegal da droga, o que dificulta a disponibilização da mesma para fins medicinais. Em vista disso, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento de discursos”, alguns temas são omitidos da sociedade a fim de ocultar as mazelas sociais. Sob esse viés, a visão do autor pode ser aplicada a sociedade conservadora brasileira, a qual evita o debate polêmico a respeito da utilização da Cannabis no Brasil, atrasando, dessa forma, o desenvolvimento da saúde e da medicina no país.
Ademais, a Cannabis fornece diversos benefícios medicinais e terapêuticos, pois atua como relaxante muscular e anti-inflamatório, no entanto, devido a negligência da sociedade perante ao debate, foi criado um estigma associado ao uso da droga como medicamento. Sob essa ótica, segundo uma pesquisa realizada pela CIVI-CO, 30% da população brasileira não concorda com o uso medicinal da maconha, o que compromete com o bem-estar da população, principalmente daqueles que sofrem de epilepsia, dores e ansiedade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pela saúde da população - invista em campanhas, por meio de projetos que visem informar e disseminar informações no corpo social, a fim de construir uma sociedade menos desinformada.