O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/03/2023
A partir da segunda metade do século XVIII, aconteceu o que chamamos de Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra, onde houve uma mudança brusca nos meios de produção. Com os burgeueses buscando cada vez mais acúmulo de capitais, pode se observar uma intensa exploração do proletariado, que recebia salários inadequados e longas jornadas de trabalho. Nos dias atuais, com os reflexos da Revolução Industrial no Brasil, não tem sido diferente, empresas tem feito de tudo para lucrarem mais, sem se preoucupar com o bem-estar do empregador.
Nos anos de 1970, em pleno abalo econômico causado pela crise do petróleo, surgiu um modelo de produção que prometia facilitar o lucro e democratizar a moda com roupas mais baratas, produzidas em tempo recorde e em maior escala: o Fast Fashion. O modelo logo se alastrou pelo mundo e, no Brasil, foi adotado por marcas de varejo, como a Renner, Riachuelo, Zara, e entre outras marcas. De acordo com Francisca Dantas Mendes, professora do curso de Têxtil e Moda na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, não há garantia de volume de produção de roupas, então, as empresas prestadoras mantêm um número reduzido de funcionários contratados e, quando a demanda aumenta, ocorre a quarterização e até a quinterização do serviço.
Em virtude desse ambiente de exploração, o trabalho escravo contemporâneo
se prolifera cada vez mais. Com as condições inadequadas para o trabalhador, a sua saúde física e mental é comprometida. Além do mais, há uma invabialidade de o trabalhador exercer a sua liberdade, já que muitos só são liberados do trabalho, até que o serviço acabe.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho e Previdência, que uma de suas funções é a fiscalização do trabalho, crie leis e projetos mais rigorosos para quem pratica o trabalho escravo contemporâneo, a fim de que o trabalho escravo diminua no Brasil. O trabalho escravo é prejudicial e afeta a sociedade brasileira.