O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/11/2022
Na literatura de Mário Cortella, é contemplada a ideia de que a concordância faz com que permaneçamos estacionados e a discondância faz com que cresçamos. Todavia, ao relacionar tal raciocínio no contexto brasileiro, nota-se a falta desse reconhecimento quando o assunto se trata de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Isso porque, tem pessoas que trabalham em situação análoga e que são enganadas por desejo de uma vida melhor, a população tornou-se acomodada e despreocupada com a situação, permitindo a ocorrência da problemática e contrariando, infelizmente, a concepção de Cortella.
Diante desse cenário, cabe expor os invíduos que trabalham em situação análoga, ganhando pouco, trabalhando mais do que o necessário, sem moradia e tratamento digno. De acordo com filósofo polonês Zygmunt Bauman:“não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que as reações humanas, diante o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, são formadas em passividade e negligência, porque não há uma atuação assertiva, nem o fomento de mecanismo que possam mitigar essa situação. Desse modo, essas tribulações permanecem em evidência e, pior, atrapalham a execução do pensamento de Cortella.
Ademais, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, vem das promessas de uma vida melhor. No entanto, este é o problema: com falta de oportunidade nas suas regiões acabam aceitando esse tipo de trabalho e quando desejam voltar a sua realidade, existem os endividamentos criados pelos chefes pelo gasto com o sujeito. Nessa perspectiva, conforme o ativista indiano Mahatma Gandhi, é crucial que o cidadão faça da própria vida um reflexo da sociedade que deseja.
Em suma, percebe-se que medidas interventivas com a finalidade de amenizar a escrivadão contemporânea devem ser tomadas. Para tanto, urge ao Estado, orgão reponsável pela hamornia social, a exemplo dos direitos humanos, prover meios que valorizem os indivíduos. Essa medida será efetivida por meios de políticas públicas, objetificando a criação de leis que possam punir os praticantes da escravidão e também a implantação de palestras em escolas e universidades que conscientizam dos efeitos negativos do trabalho escravocrata. Dessa forma, assumindo tais condutas, é possível que a ideologia de Cortella seja cumprida e executada de forma objetiva.