O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/08/2022
Recentemente, o jornal online Campo Grande News publicou uma matéria sobre um casal que estava vivendo em situação análoga ao trabalho escravo em Campo Grande - MS. Eles dormiam em chiqueiro, não recebiam comida e ainda adquiriam uma dívida impagável. Esta situação chocou o estado, visto que a escravidão foi abolida pela princesa Isabel em 1888. Portanto, não era esperado que existisse ainda qualquer tipo de trabalho equivalente à escravidão em pleno século XXI.
Casos como este, estão se tornando cada vez mais comum; como, por exemplo, o quadro da idosa que foi resgatada recentemente após 72 anos vítima de um trabalho semelhante à escravidão no início do ano. Visto isso, é importante destacar que segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho) em 2021 as denúncias de trabalho escravo teve um aumento de 70%. Entretanto, a falta de orçamento destinado investigações dificultam a fiscalização a respeito das denúncias.
Além disso, a falta de informação a respeito das leis trabalhistas tornam o trabalhador com baixa escolaridade vulnerável e propício a aceitar certas condições de trabalho exploratório. Segundo o Caged (Cadastro de empregados e desempregados) cerca de 51% dos trabalhadores resgatados não chegaram nem a cursar o ensino médio. Ademais, mesmo sem ter conhecimento, o trabalhador ainda está amparado pela CLT. Além disso, após findado o trabalho análogo à escravidão é de direito da vítima receber seguro-desemprego no valor de um salário mínimo durante três meses, conforme a Lei n.º 7998/90.
(Não sei o que colocar na conclusão)