O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/08/2021
No período de colonização brasileira logo após a descoberta de povos na região, a coroa portuguesa inicializou um processo de escravidão com os que já nas terras habitavam, com a intenção de adquirir novos trabalhadores sem exigência de direitos, desse modo os indígenas foram as grandes vítimas no processo. Sob esse invés, no que tange a questão do trabalho escravo no Brasil contemporâneo, percebe-se a presença de diversas características como a falta de conhecimento sobre os direitos trabalhistas e a ausência de fiscalização no setor.
Em primeiro lugar, torna-se relevante a compreensão da definição de trabalho escravo, sendo esse um exemplo de abuso em que indivíduos são submetidos a grandes jornadas de trabalho, condições degradantes no ambiente etc. Dessa maneira, entrando em acordo com o levantamento da OIT(Organização Internacional do Trabalho) o perfil dos escravizados da contemporaneidade em sua maioria são homens negros, jovens, analfabetos funcionais, pessoas que começaram a trabalhar desde criança, ou seja, um parcela de excluídos e podres na formação social brasileira. Assim, esse setor não possui informação suficiente de seus próprios diretos, ficando em posições a mercê de pessoas com maiores fontes de renda.
Em segundo lugar, tendo como referência a CPT(Comissão Pastoral da Terra) cerca de 25.000 pessoas trabalham em condições precárias no Brasil, sendo de possível percepção a falha no setor de segurança trabalhista do país. Outrossim, a ausência de investimento sobre processos que auxiliam o apoio ao fim da escravidão contemporânea dificulta cada vez mais o término de situações desumanas no ambiente de trabalho.
Diante do apresentado, nota-se a necessidade de medidas que auxiliem na resolução da problemática. Primeiramente, o Governo Brasileiro pode com o apoio de órgãos publicitários e sua influência midiática, promover campanhas com a finalidade de conscientizar a população de seus direitos como cidadãos, evitando com que pessoas passem por desconfortos pela ausência de informação. Segundamente, a Comissão de Direitos Humanos pode implementar suas medidas e obter uma maior fiscalização principalmente sobre áreas mais reservadas do grande meio social. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática, pois como defendeu o pastor Martin Luther King: Toda hora é hora de fazer o que é certo.