O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/07/2021

No início do século XX ocorreu a chamada Revolta da Chibata, em que os marinheiros reivindicaram melhores condições dentro da corporação, o qual encontrava precariamente. Analogamente, observa-se que no Brasil persiste o trabalho escravo contemporâneo. Dessa forma, dentre inúmeras razões, é lícito ressaltar as lacunas educacionais desses trabalhadores, bem como a falta de fiscalização.

Sob esse viés, a baixa escolaridade das pessoas submetidas à escravidão é um dos principais fatores. Sendo assim, é válido citar o filósofo Thomas Hobbes, que afirmou: “O homem é lobo do homem”. Nesse sentido, os “escravizadores” exploram os trabalhadores, que, por sua vez não apresentam criticidade aceitam qualquer forma de conseguir dinheiro. Então, urge ao Estado garantir o preenchimento dessa lacuna.

Ademais, é imperioso destacar a ineficiência da fiscalização. Nessa lógica, Zygmunt Bauman apresentou o conceito de “instituições zumbis”, em que essas instituições perderam a sua designada função. Desse modo, tal conjuntura cria o cenário, no qual possibilita o surgimento de mais trabalhos escravos, além de falta da população no processo das denúncias, seja por medo ou negligência. Logo, o coletivo também é uma forma de combater.

Portanto, ações são necessárias para amenizar a adversidade supracitada. Assim, cabe ao Ministério da Justiça criar um aplicativo por meio de parceiras com empresas de tecnologias. E, esse app terá um botão de denúncias anônimas para informar a polícia possíveis locais com trabalho escravo. Enfim, espera-se que a população também ajude para impedir o avanço da “neoescravidão”.