O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/07/2021

De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, um corpo somente mudará sua velocidade ou direção se alguma outra coisa provocar isso. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne ao problema do trabalho escravo no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave impasse em virtude da má fiscalização estatal de serviços e da falta de norteamento midiático acerca dos direitos trabalhistas.

Primeiramente, vale ressaltar o “Contrato Social” proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado assegurar o cumprimento das leis. No entanto, é evidente o rompimento desse pacto quando se observa a ausência de fiscalização do governo no que diz respeito à adequação de todos os trabalhadores seguindo as diretrizes da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a exemplo da máxima de oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais de expediente para trabalhos considerados normais, descanso remunerado, possibilidade de horas extras, entre outros.

Ademais, uma representação ruim da mídia corrobora a questão quanto à alienação social sobre o direito dos trabalhadores. Nesse sentido, segundo a obra “A Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, só recebe atenção dos cidadãos aquilo que é exposto no meio midiático. Em análogo a isso, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do assunto. Nessa lógica, as mídias hodiernamente, falham em proporcionar as informações fundamentais para a expansão da perspectiva de conhecimento dos indivíduos quanto aos direitos dos funcionários e de que modo o trabalho se torna escravo.

Portanto, urge que o Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com o Ministério da Tecnologia promova campanhas de conscientização que revelem a importância de ressaltar as leis pertencentes aos trabalhadores. Tal ação deve ser realizada por meio das redes sociais e canais de televisão referenciados, com o fito de proporcionar conhecimento quanto à questão para a população. Além disso, a execução  deve conter normas que podem estar encobertas no cenário de  muitos funcionários contemporâneos. Espera-se que assim, a influência padronizada da mídia e uma melhor fiscalização do Estado auxiliem no combate ao trabalho escravo a fim de consolidar um Brasil melhor.