O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/07/2021
São Tomás de Aquino defende que todas as pessoas são importantes numa sociedade democrática, além de terem os mesmos direitos e deveres. Entretanto, percebe-se o contrário em relação ao trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Diante disso, não há como negar que o silenciamento do tema por parte da sociedade, e a negligência do Governo são causas latentes do problema.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de discussão é um fator determinante para a permanência do impasse. De acordo com Foucault, temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Portanto, podemos perceber que com a ausência de discussão sobre a situação de pessoas em sistema escravocrata no país, quem controla isso se mantém no poder, sem fiscalizações e cobranças por parte da sociedade e do Governo.
Outro ponto relevante é a enorme lacuna na área de fiscalizações de leis, visto que mesmo com legislações existentes contra o trabalho forçado, este continua sendo praticado. Martin Luther King dizia que a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em qualquer lugar, logo enquanto não houver uma execução eficiente das leis de proteção, não haverá justiça.
Assim sendo, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Poder Executivo através do Governo crie projetos para maior fiscalização da sociedade, de empresas até propriedades privadas, visando diminuir o número de notícias recorrentes de pessoas encontradas em situação de abuso. O Órgão Policial seria de extrema importância nesse caso, podendo atuar em prol do bem estar dos cidadãos e diminuindo a insegurança da população. Para solucionar o ponto do silenciamento, as prefeituras de cada cidade brasileira devem promover debates abertos à toda população em espaços abertos, como praças públicas, onde pessoas retiradas da situação de escravidão possam depor, com intuito de informar e formar cidadãos atuantes na causa.