O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/06/2021
A escravidão persistiu no Brasil durante cerca de 300 anos, se tornando a principal mão de obra no desenvolvimento colonial em atividades como: a mineração, lavoura de cana-de-açúcar e pecuária. Ainda assim, hodiernamente, de maneira infeliz, percebe-se a existência do trabalho análogo à escravidão em âmbito nacional, fato que impacta, negativamente, o setor econômico e social do país.
Vale ressaltar, de início, que o capitalismo, sistema econômico vigente desde a Guerra Fria, tem como principal objetivo o lucro. Nesse sentido, por vezes, o trabalho análogo ao escravo é utilizado, de maneira degradadora, na produção de manufaturados, com o intuito de aumentar o lucro, subsidiado por pagamentos de baixos salários, além da concorrência desleal com outras empresas, à medida que as instituições que promovem a exploração conseguem manter um preço de venda, normalmente, abaixo da média de mercado. Logo, torna-se irrefutável os impactos econômicos negativos proporcionados através do abuso laboral.
Por conseguinte, de acordo com São Tomás de Aquino, preceptor da Escolástica, todos os indivíduos em uma sociedade democrática possuem a mesma importância e direitos. Em vista disso, a persistência do trabalho análogo ao escravo se contrapõe a ideia desenvolvida por Tomás, de modo que, grande parte dos trabalhadores que são explorados têm os seus direitos trabalhistas suspensos, trabalhando bem mais que 8 horas por dia, além de terem o seu direto de ir e vir limitado, relativizando, assim, o conceito de importância do indivíduo. Diante dos fatos supracitados, é mister a necessidade de medidas para atenuar a problemática.
Portanto, é indispensável que o Governo Federal, juntamente com as mídias digitais, promova o desenvolvimento de comerciais televisivos que devem ser transmitidos em horário nobre na rede nacional contendo cenas do impacto negativo e as consequências do trabalho escravo para a sociedade, objetivando, desse modo, diminuir o índice de exploração laboral e promover maiores denúncias à ambientes que são sustentados por tais práticas. Somente assim, é possível deixar qualquer lembrança do trabalho escravo no passado e desenvolver uma sociedade mais justa e igual.