O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/06/2021

No livro “Utopia” de Thomas More, é exposto um ambiente no qual a consciência coletiva e a eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora de obra, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo apresenta um obstáculo para a sociedade. Nesse sentido, as ações do Estado, como também a consciência coletiva, ainda não fizeram com que o problema fosse mitigado.

De início, é válido reconhecer que, por mais que existam leis e emendas constitucionais nas quais punem pessoas que cometem a “escravidão moderna”, não é brandamente fiscalizado para que tais atos não existam no país. Em 2015 no Brasil, foram libertados por volta de 50 mil trabalhadores que estavam em situações análogas à escravidão. Portanto, o Estado tem papel  fundamental em fiscalizar constantemente em especial setores ligados à alimentação, já que de acordo com o Ministério do trabalho, é o setor mais comum no trabalho escravo moderno.

Ademais, a consciência coletiva é fundamental, pois, segundo a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, a maior parte das pessoas que são submetidas a essa barbárie são pessoas com baixos níveis de escolaridade. Dessa forma, é essencial que a sociedade se mobilize fazendo movimentos e ensinando outros que não tiveram as mesmas oportunidades sobre a importância de batalhar por direitos como jornadas de trabalho e remunerações justas, direito de ir e vir e condições seguras de exercer o serviço.

Em suma, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Para tanto, é imprescindível que o Estado contrate mais pessoas para fiscalizar empresas e se possível crie métodos de denúncias eficazes. Não apenas, gerar um sentimento de repúdio nas pessoas, através de propagandas e reportagens para que cada vez o assunto seja discutido e alertado para que todos tenham cuidados para não caírem em falsas promessas. Em síntese, criar uma consciência coletiva e contar com a eficácia do Estado como em “Utopia” de Thomas More.