O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade brasileira, haja vista que no Brasil ainda há a persistência do trabalho escravo nos dias atuais. De certo, este impasse se dá pela negligência governamental e a insuficiência de informações vindas de escolas.

Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade do Estado como um dos causadores para perpetuação do trabalho escravo no Brasil. Segundo filósofo John Rawls, governo ético é aquele que disponibiliza recursos finarceiros para todos problemas sociais. Entretando, nota-se que tal pensamento não é posto em prática pelo poder público, uma vez que entidades governamentais investem de maneira mínima na fiscalização de empresas, como, por exemplo, na contratação de profissionais para avaliar e assegurar aos trabalhadores condições e remunerações adequadas para esses proletariados em ambientes trabalhista. Dessa forma, essa inobservância do governo colabora para o trabalho escravo na contemporaneidade.

Outrossim, vale ressaltar a escassez informacional nas redes de ensino nacional como vetor tonificante do trabalho escravo. De acordo com Nelson Mandela- ex presidente da África do Sul- a educação é a arma mais poderosa para mudar a sociedade. Nesse viés, a falta de aulas e campanhas escolares sobre os direitos trabalhistas, como a explicação da carga horária correta e cobrança de remunerações satisfatórias, faz com que, pelo fato de não contar com essas  informações, a população negligencie e não reivindique seus direitos básicos, assim se submetendo a condições adversas e até mesmo escravas de trabalho. Dessa maneira, se faz necessário a criação de medidas escolares para atenuar essa problemática presente no Brasil.

Portanto, cabe ao Governo Federal a ampliação de verbas destinadas à fiscalização de empresas. Isso deve ser feito por meio de parcerias com instituições de segurança de trabalho, essas redes trabalhistas deveram fiscalizar e garantir condições sanitárias e remuneração justa aos trabalhadores destes locais, logo, amenizando e combatendo o trabalho escravo no Brasil. Ademais, urge ao Ministério da Educação, criar aulas e palestras sobre os direitos trabalhistas, por intermédio de profissionais formados na área e ampliação da Base Comum Curricular. Sendo assim, levando informação necessária para população reivindicar seus diretos e acabar com o trabalho escravo contemporâneo.