O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 09/01/2021

O portal de notícias da Globo, G1, publicou um artigo referente a uma mulher que foi libertada em Minas Gerais após 38 anos vivendo em condições análogas à escravidão. Diante desse fato, é correto afirmar que, os vestígios da escravidão ainda estão presentes na sociedade brasileira, e, o descaso governamental e comunicativo são agentes que contribuem para a continuidade desse impasse.

Inicialmente, cabe abordar a problemática com ênfase em princípios humanistas. De acordo com Jean-Paul Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. No entanto, o trabalho escravo rompe com essa lógica altruísta, pois os Direitos Sociais da Constituição Federal (que garante trabalho ao indivíduo) são violados. Isso ocorre porque o Poder Executivo não intervém de maneira eficaz, haja vista o gasto com impostos para promover a mudança desse cenário.

Ademais, é imperioso pontuar que a influência negativa efetuada pela mídia, por esconder muito dos casos e omitir a negligência Estatal referente ao assunto, é um forte responsável pela persistência do imbróglio, já que o Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels, afirmou que algo só se torna verídico ao ser veiculado constantemente, ratificando como a comunicação e a publicidade influenciam em uma doutrinação de indiferença e falta de ativismo público.

Em suma, faz-se necessário intervir. Para isso, o Governo Federal, com o auxílio da mídia, a partir de verbas da União, deve produzir meios informativos como slogans e propagandas, que incentive a população a denunciar os casos semelhantes ao escravismo, para que as autoridades possam punir de maneira severa os crimonosos, a fim de intermediar o problema na sociedade contemporânea.