O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/12/2020
Restrição da liberdade individual, condições degradantes de trabalho e longas jornadas. Essas são algumas das características de uma prática que apesar de ser um crime segundo a lei, ainda ocorre no Brasil atual: o trabalho análogo à escravidão. Assim sendo, o trabalho escravo atual é apenas uma atualização das formas de exploração recorrentes ao longo da história e apesar das várias legislações que protegem o trabalhador, essa pratica ainda é comum no campo e na cidade.
Primeiramente, é válido destacar os fatores que impulsionam o cenário apresentado. A vulnerabilidade do trabalhador, seja ela social, como imigração ou econômica, como pobreza possibilita que o mesmo seja alvo de exploração. Além disso, a fiscalização ineficiente somado às localizações isoladas contribuem para que a prática ocorra mesmo que seja um crime segundo a constituição. A partir disso, fica claro que apesar da Lei Áurea ter sido sancionada em 1888, a mentalidade escravocrata se perpetua no Brasil desde a época colonial, colocando milhares de pessoas em situações insalubres diariamente. Em segundo plano, é necessário apontar as consequências em que esse quadro se desdobra. Os locais de trabalho, quase sempre insalubres, prejudicam mental e fisicamente o trabalhador. Somado a isso, as ameaças e violências que os mesmos sofrem diariamente são a causa de traumas psicológicos graves. Vale lembrar ainda que a prática de trabalho escravo compromete os direitos humanos e trabalhistas dos envolvidos. E por fim, aumenta-se a desigualdade social pois os salários são extremamente precários e insuficientes, empobrecendo essa parcela da população ainda mais. Desse modo, torna-se evidente que o trabalho análogo à escravidão é um impasse atual que prejudica de forma expressiva a vida do trabalhador envolvido.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que alterem o contexto mencionado. O poder público deve ampliar políticas públicas de inclusão de trabalhadores vulneráveis no mercado de trabalho formal a partir da capacitação dos mesmos. Somado a isso, a mídia deve veicular campanhas nas redes sociais que apresentem características do trabalho escravo e canais de denúncias com o intuito de alertar a população sobre possíveis casos. Com essas medidas iniciais, o trabalho no Brasil ocorrerá de acordo com a lei e de forma mais justa.