O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, uma Declaração Universal dos Direitos Humanos a todos os cidadãos o direito ao bem-estar social, e à um trabalho digno. Conquanto, o trabalho escravo impossibilita que parcela da população tem acesso a esses direitos na prática. Nesse viés, essa poblemática, ainda, é um desafio no Brasil contemporâneo, porquê ocorre devido aos resquícios do sentimento de superioridade da classe média e alta brasileira, além da escassez de fiscalização por parte do Estado.
De início, é inquestionável que o trabalho escravo agride o indivíduo, tanto fisicamente, como, também, psicologicamente, tornando o cidadão refém desse sistema. Desse modo, esse problema se manifesta de forma mais acentuada, no Brasil, desde o período escravocrata, quando, principalmente os negros africanos eram trazidos e passavam a se tornar, a partir disso, não mais um ser humano igual, mas agora submisso à outro. De forma análoga a isso, na sociedade brasileira contemporânea, ainda, existem pessoas que possuem esse sentimento de superioridade, isso leva ao surgimento do trabalho escravo no país, feito agora de forma mais silênciosa, mas ainda de forma agressiva.
Faz-se mister, ainda, saliente que os problemas governamentais, ainda, estão entre as causas do trabalho escravo, isso porquê a escassez de fiscalização nas grandes e pequenas indústrias maximiza o sistema escravocrata no Brasil. Desse forma, o Estado é o principal responsável pela garantia de segurança e condições dignas de trabalho aos cidadãos. Nesse contexto, segundo o estudioso Anatole France, “O Estado é como o corpo humano. Nem todas as funções que desempenha são nobres”. Sob essa ótica, a fiscalização do trabalho escravo no país é uma dessas funções não no Brasil, isso ocorre devido à falta de ações intervencionistas para garantir às condições básicas de vida e de trabalho.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem o aumento da dignidade no trabalho. Logo, cabe à Secretaria do Trabalho, minimizar os casos de trabalho escravo no Brasil, com campanhas publicitárias contra, que seja transmitido em todo os país nos principais canais abertos, visandoo atingir a classe média e alta do país. Ademais, cabe ao Estado, maximizar a fiscalização nas empresas, disponibilizando de um número de discagem rápida para denúncias de trabalho escravo, além de fiscalizações mensais nas pequenas e grandes indústrias, por meio de profissionais especialistas. A fim de, tornar os indivíduos mais empaticos e iguais nos direitos, e diminuir a quantidade de empresas que ainda utilizam do trabalho escravo.