O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/11/2020
Em 1888, o Brasil deu um grande passo na história com a assinatura da Lei Áurea, que proíbe a escravidão. Infelizmente, essa lei não é cumprida totalmente, pois milhares de cidadãos ainda são vítimas do trabalho escravo. Tal fato ocorre em virtude da miséria extrema de inúmeras famílias e da fiscalização ineficiente.
Primeiramente, afirma-se que a situação de grande carência de parcela da população é a razão primordial da escravidão contemporânea. Esses indivíduos se submetem à insalubridade, maus tratos, tudo em troca de moradia ou alimento. Assim como o caso divulgado no G1, no qual uma idosa trabalhava como empregada doméstica apenas para ter onde morar, inclusive sem direito à alimentação. Urge, portanto, que essa situação seja interrompida.
Ademais, a fiscalização ineficiente do governo contribui para que essa mazela social se perpetue. Com telefones de denúncia pouco divulgados e um baixo número de visitas à fabricas de grande porte, a Divisão para Erradicação do Trabalho Escravo (DETRAE), tem falhado miseravelmente com as vítimas. Como mostra o Ministério do Trabalho, uma vez que 36 mil pessoas foram resgatadas da escravidão que sofriam desde 1995, ou seja, 25 anos de abuso.
Destarte, é necessário que o DETRAE fiscalize com mais eficiência as condições de trabalho, através da contratação de funcionários capacitados que visitem verdadeiramente as empresas. Além disso, deve fornecer aos cidadãos libertados assistência financeira e psicológica, afim de impedir que eles retornem à miséria e garantir que a Lei Áurea seja cumprida plenamente.