O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/11/2020
A obra “12 Anos de Escravidão” retrata a história de Solomon Northup, um homem negro norte-americano nascido livre, o qual foi persuadido por homens desconhecidos a aceitar um emprego temporário como músico, mas acabou sendo vendido como escravo, de forma que, posteriormente, sofreu todo tipo de maus tratos e injustiças durante a sua jornada de trabalho escravo. De maneira analóga, histórias como a de Solomon ainda ocorrem na contemporaneidade, já que o trabalho escravo é uma realidade em diversos países, inclusive no Brasil, por caracterizar uma alienação relacionada aos trabalhadores e apresentar uma disparidade socioeconômica oriunda do período escravocrata.
Decerto, o trabalho escravo, em sua maioria, decorre de situações de extrema pobreza e miséria, pelas quais os indivíduos não encontram alternativas para remediar a sua condição financeira e, o empregador aproveita dessas péssimas condições para ludibriar tais pessoas com falsas promessas de melhoria. Isto é, com o intuito de desenvolver o empreendimento de maneira acelerada, os empregadores desvalorizam os salários dos operários, programam jornadas exaustivas e fornecem condições insalubres nos locais de trabalho, Nesse sentido, nota-se o caráter alienante vivenciado pelos trabalhadores que relembra o conceito de mais-valia postulado pelo sociólogo alemão Karl Marx, já que manifesta um tipo de exploração por parte do empregador para com o trabalhador referente ao valor de troca pelo excedente na produção de produtos.
Sob esse viés, a discrepância socioeconômica se configura como um dos motivos para a propagação da escravidão no ofício. No entanto, essa expressiva desigualdade é reflexo da pós-abolição da escravidão negra, época na qual os ex-escravos ainda eram dependentes dos seus donos, pois não tiveram seus direitos garantidos ou apoio do governo, ou seja não foram criadas medidas de assistência para os inserir na sociedade. Em decorrência disso, negros ainda são maioria quando