O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/10/2020
Ao decorrer de toda a história, há em inúmeros períodos a presença de trabalho escravo, porém sendo abordado como algo arcaico e não mais recorrente. No entanto, este ainda é um problema contemporâneo, o qual deve ser totalmente combatido e erradicado, pois todo ser humano merece uma vida digna, tendo assim todos os seus direitos supridos.
No limiar do século XXI, o trabalho escravo muitas vezes é exercido pela falta de opção. Profusas pessoas sujeitam-se a perder a dignidade para poder obter alimento, cedendo assim, ao trabalho escravo. Este fato é decorrente da falta de oportunidade de um emprego digno, pois grande parte dos indivíduos que envolvem-se com essa pratica não possuem qualificação para os empregos disponíveis. Segundo dados oficias do programa Seguro-Desemprego registrados de 2003 a 2018, cerca de 70% dos trabalhadores escravizados que foram libertados, eram analfabetos ou não concluíram o ensino fundamental I.
Além da problemática já citada, não são apenas as pessoas com baixa escolaridade que são alvos do trabalho escravo. Imigrantes possuem um espaço significativo nesse âmbito, procurando melhores condições de vida no Brasil, acabam frustrando-se com a escassez de oportunidade e utilizando o trabalho escravo como último recurso. De acordo com os dados fornecidos pelo Programa educacional da repórter Brasil, a partir de 2010, o número de trabalhadores escravizados oriundos da América latina cresceu significativamente no Brasil, principalmente em indústrias têxtil.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de uma intervenção, cabe ao ministério da educação, investir fortemente na educação primária, por meio de verbas cedidas pelo governo, diminuindo assim a taxa de analfabetismo, logo formando trabalhadores um pouco mais capacitados.
E por fim, cabe ao governo, por meio de fiscais de imigração, intensificar a fiscalização imigratória, tendo a certeza de que o imigrante tem condições de sobreviver no país que deseja. Resultando assim, num país parcialmente longe do trabalho escravo.