O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/12/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando observa-se o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgia fim de resolver esse inercial impasse.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, políticos negligenciam a fiscalização para casos de escravidão, o qual rompe essa harmonia, haja vista que com a falta de fiscalização em lugares afastados, se intensifica o uso de trabalhadores sob condições precárias e sem a consolidação de leis trabalhistas (CLT), assinada por Getúlio Vargas, em 1943.

Outrossim, destaca-se a falta de informações de jovens como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que jovens sem saber seus direitos, são submetidos ao trabalho análogo a escravidão, tendo que abandonar o processo pedagógico e sobreviver para ganhar um salário desproporcional a mão de obra cobrada por seus patrões.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam os direitos de jovens e adultos quando forem trabalhar e a atenção quando for eleger candidatos que negligenciam o trabalho escravo, para que não se viva a realidade das sombras, assim vivida na alegoria da caverna de Platão.