O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/10/2020

No Brasil império, havia um trabalho lento, porém existente para abolir a escravidão e reerguer os ex-escravos gradualmente na sociedade. Entretanto, as elites agrárias oligárquicas, de maioria escravocrata recusava-se a perder sua mão de obra  gratuita. Em vista disso, deu-se o golpe da república em 1889 com o apoderamento do Estado por oligarcas que desfiscalizaram o trabalho escravo já abolido pela monarquia e impressionantemente perpetuado até os dias atuais.

Em vista da problemática supracitada, torna-se fundamental observar o fenômeno do trabalho escravo no Brasil sob a óptica sociológica. Desde o período pré-independência, os serviços manuais são tratados como ações vulgares destinadas a quem não tem liberdade de ir e vir ou nível intelectual. Por isso, trabalhos braçais ligados à faxina, mecânica, agricultora permanecem fortemente no país como herança do preconceito às tarefas do gênero. Ademais, há por vezes, uma extrapolação dos limites de cobrança a um trabalhador braçal, consequentemente, chegam a cumprir cargas horárias inaceitáveis por e baixa remuneração.

Positivamente, filhos e netos de trabalhadores braçais já têm acesso a um leque maior de conhecimento, o que os permite sonhar com profissões melhores que a de seu pais. Porém, em paralelo, o conceito de “complexo de vira-lata” permanece presente em seus imaginários. Sob esse viés, os jovens tendem a manter-se em silêncio e não revelar o emprego de algum familiar, principalmente quando nota-se a condição sub-humana a qual se encontra. Ressalta-se também, Como indicativo desse processo gera-se uma espiral do silêncio, perpetuando a condição de escravidão.

Fica evidente, que os jovens têm um papel fundamental no combate à escravidão em sua família. Urge então, ao setor de empresas privadas já comprometidos a não praticar escravidão, estabelecer parcerias públicas com escolas. O objetivo disso, será a implantação de um programa chamado “mão na massa”, destinado a ensinar, através de vivências práticas e com embazamento das leis, que tipos de serviço um trabalhador deve aceitar ou não e como deverá proceder em casos de abuso. Ademais, os alunos serão encorajados a relatar situações reais já presenciadas dos casos abusivos. Com essas medidas, a expiral o silêncio da escravidão poderá ser rompida.