O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/10/2020

A escravidão, mesmo ilegal, ainda é algo que existe em grande quantidade no Brasil. Dependência salarial, más condições de trabalho e cargas horárias extensas, tudo isso compõe o escravo moderno na sociedade brasileira, a pessoa que se sujeita a qualquer trabalho pelo mínimo necessário.

Primeiramente, é notável um fator importante que leva um cidadão à se reduzir ao trabalho compulsório mal remunerado: a falta de um meio para arcar com as despesas pessoais, sejam contas, alimentos ou custos de moradia.  Isso é visível, por exemplo, em um caso denunciado no ano de 2017, onde imigrantes das Filipinas morando em São Paulo trabalhavam extensivamente e sem acesso à alimentos, uma condição desumana que é a realidade de muitas pessoas pelo país.

Ainda sim, os danos de práticas abusivas no mercado de trabalho afetam não apenas em um nível individual, mas toda a sociedade. Durante a pandemia de COVID-19, o programa do governo “Auxilio Emergencial” buscou ajudar a população desempregada com uma renda mensal, que de acordo com levantamento da Folha de S. Paulo resultou em uma falta de costureiras terceirizadas em polos têxteis. A estabilidade econômica gerada pelo benefício foi o suficiente para que tais trabalhadoras abandonassem as péssimas condições de trabalho em uma das indústrias mais importantes do Brasil.

Sendo assim, é visível que uma renda básica é o que separa uma parcela da população de um empregado para um escravo, sendo papel do Governo Federal, através do Ministério da Economia, criar uma fonte de renda universal para cidadãos brasileiros, possibilitando assim que uma parcela da população não seja vítima da ilegal escravidão e que o mercado de trabalho se ajuste de maneira justa ao trabalho, dando um passo à frente para acabar com o trabalho compulsório e mal remunerado no Brasil.