O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/10/2020

Em 13 de maio de 1888 a Lei Áurea entrou em vigor no Brasil, abolindo a escravidão do país. Porém, após essa data, ainda é possível encontrar diversos casos de situação de trabalho análogas a escravidão. Isso se deve a irregularidades no sistema, que permitem atrocidades contra os cidadãos. Sabendo disso, é importante se atentar como os direitos básicos das vítimas são negados, e a forma a relação entre empregador e empregado se moldou desde a Revolução Industrial.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que a qualidade de vida é um direito básico do ser humano. Analisando o conceito de mais valia, de Karl Marx, se compreende que é o lucro que se dá na diferença da produção do empregado e o gasto com o mesmo. Para alcançar um lucro cada vez mais alto, utilizam da exploração que custa o bem estar do trabalhador. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos todo cidadão tem direito a um padrão de vida que satisfaça as necessidades básicas para viver plenamente, o que é impedido quando se submete uma pessoa ao trabalho análogo a escravidão.

Ademais, existem vários meios de exploração e com a Revolução Industrial portas se abriram para fazer isso dentro da lei. No filme Tempos Modernos, Charles Chaplin critica o método de produção retratado, apresentando uma “mecanização” do operário. Baseado nisso, é possível mostrar como a desumanização do empregado aconteceu ao longo do tempo, que se tornou uma engrenagem para um sistema perigoso que prejudica todos abaixo dos que estão no comando. Por conta disso, em casos extremos, onde a insensibilidade é tão absurda a ponto de não haver alimentos, saneamento, moradia e principalmente liberdade.

Portanto, para solucionar o problema do trabalho escravo no Brasil contemporâneo, medidas devem ser tomadas. O Ministério do Trabalho - responsável por regular as diretrizes para a geração de emprego- deve reforçar as fiscalizações, por meio de operações especiais dos agentes pelo país, a fim de acabar com situações irregulares de emprego. Dessa forma será possível melhorar a qualidade de vida de muitos cidadãos, e caminhar para um futuro com menos desigualdade social.