O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/10/2020
Em 1888, a princesa Isabel assinou o documento da abolição da escravidão no país. Hoje, essa situação não é comum, porém o trabalho escravo e suas formas análogas ainda estão presentes no contexto nacional, principalmente de modo mais escondido. Nessa conjectura, é ideal perceber a existência de comunidades inteiras englobadas nas péssimas condições e, também, a ausência de combate e oportunidade de mudança.
Convém destacar, a priori, que muitas populações vivem imersas na situação exploratória sem consciência da situação. Isso por conta da falta de informação e suporte para busca de melhores condições, sem compreender os direitos do trabalhador e que até baixos salários se enquadram como situação análoga ao trabalho escravo. Nesse cenário, um exemplo é a situação dos escravos brasileiros após a abolição, que não receberam apoio ou preparo e precisaram continuar se submetendo a péssimas condições. Dessa forma, é perceptível o impacto positivo que a informação e o suporte teria na vida dessas pessoas.
Ademais, é perceptível a ausência de direcionamento no combate e fornecimento de melhores oportunidades. Isso porque o tema é banalizado pelo público que é atingido, de modo que essas minorias são deixadas de lado em todo o contexto que aborda a escravidão. Uma analogia pode ser feita com os bandeirantes e a busca por escravos fugidos e quilombos durante o período de alta valorização econômica. Dessa maneira, é notável a orientação de acordo com os princípios capitalistas, de modo que a procura só foi conveniente durante o período colonial.
Diante dos fatos apresentados, é ideal uma ação de escolas de nível fundamental e médio, sociólogos e economistas para realização de um projeto com os discentes sobre os impactos socioeconômicos do trabalho escravo, por meio de rodas de conversa com professores de história, debates sobre distribuição de renda e divulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o objetivo de estimular a consciência e informar os discentes sobre os perigos e impactos de tal situação. Além disso, é necessária uma parceira entre prefeituras municipais e Serviço Social para integração de forças em busca de exterminar más condições de trabalho na região e melhorar as condições de vida familiar desses grupos, por meio da fiscalização em zonas rurais, visitas em pequenos e grandes centros comerciais e fornecimento de apoio psicológico, financeiro e direcionamento na busca de novos empregos, com o objetivo de reduzir os impactos negativos e, efetivamente, acabar com o trabalho escravo no país.