O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/10/2020

O trabalho escravo se iniciou com a exploração da mão de obra indígena e se consolidou com a exploração de negros africanos. Mesmo com a abolição formal do trabalho escravo pela constituição de 1888, esse fenômeno ainda acontece no Brasil contemporâneo, principalmente em trabalhos no meio rural, produção de carvão, extração do látex e etc. Como os senhores querem aumentar seus lucros, o trabalho escravo continua acontecendo, porque está sendo vantajoso. Sendo assim, muitas vezes os trabalhadores são atraídos por propostas falsas de trabalho, sendo levados a situações que se assemelham ao trabalho escravo do Brasil Colônia.

Em primeira análise, devido o interesse em aumentar o lucro à custa do trabalhador, essa prática persistiu ao longo dos anos e manteve-se tão vantajosa quanto na época do Brasil colônia e império. Diferentemente do modelo vigente no Brasil do século 16 ao 19, no qual a prática da escravidão era ilícita, a escravidão contemporânea é ilegal, ocorre na marginalidade e, se antes o pretexto para escravizar era a cor da pele, hoje é a pobreza que distingue os “senhores” de seus subordinados, assim como na visão de Karl Marx, no qual o capitalismo, a busca pelo lucro, justificava qualquer ação por parte das corporações. Aqueles que não eram os donos dos meios de produção, estavam condenados a uma existência miserável, próxima da escravidão.

Em uma segunda análise, no filme “12 Anos de Escravidão”, o personagem principal é um homem livre e que no momento estava desempregado. Até que um homem lhe fez uma proposta de trabalho, em outra cidade. Quando o protagonista estava indo ao local de trabalho, foi sequestrado, acorrentado e vendido como escravo, sendo obrigado a suportar todas as humilhações físicas e mentais para sobreviver. Portanto, devido à falta de oportunidades, os trabalhadores são atraídos por falsas promessas de emprego e melhores condições de vida, e acabam sendo levados para situações inconfortáveis que se assemelham àquelas vividas pelos escravos nos primórdios desta nação.

Em vista dos fatos elencados, o Poder Executivo, especialmente por intermédio da fiscalização federal do Ministério do Trabalho e Emprego, devem promover uma fiscalização em todos os locais de trabalho, a fim de verificar se não há nenhuma exploração ocorrendo no local. Logo, se houver, deverão aplicar uma multa, pois a exploração trabalhista é ilegal. Portanto, supostamente, os casos de exploração irão diminuir.