O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/10/2020
As questões socioeconômicas e sua importância para evitar o trabalho escravo no Brasil
Sabe-se que, no Brasil, de forma oficial, o trabalho escravo foi abolido no século XIX. No entanto, esse problema ainda faz parte da sociedade brasileira. Diferente da escravidão colonial, o trabalho escravo contemporâneo não acontece de forma explícita e não se trata de propriedade, mas sim de condições indignas análogas a escravidão. Isso ocorre no Brasil, em maior parte, em setores rurais e não é um fato isolado, ou seja, está diretamente ligado a fatores socioeconômicos.
O setor rural da economia, em sua maioria, se caracteriza pela falta de regulamentação e contratações sazonais. Nessa realidade, o trabalho análogo a escravidão acontece com mais frequência, pois em meio a ambientes agropecuários a fiscalização não tem tanta eficiência e as necessidades dos trabalhadores se tornam maiores, aceitando trabalhos com situações indignas, não podendo desprender-se facilmente. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, a pecuária bovina é tradicionalmente o setor com mais casos no país, evidenciando a realidade do trabalho escravo em setores rurais no Brasil.
O trabalho escravo no Brasil contemporâneo não é um fato isolado e é consequência de fatores sociais e econômicos presentes no país, como a pobreza e a falta de oportunidades no que diz respeito a educação e empregos, essas questões fazem com que pessoas trabalhem pela comida, ou até mesmo tenham que ficar 24 horas em seu ambiente de trabalho, o que caracteriza o trabalho análogo a escravidão nos dias atuais. Outras condições sociais também tornam possível a submissão ao trabalho escravo, como o caso de imigrantes ilegais, que fogem de seus países por condições ruins e acabam encontrando tais estas condições como forma de sobrevivência no Brasil.
Tendo em vista a realidade do trabalho escravo no Brasil contemporâneo, percebe-se a necessidade da intervenção do Estado por meio de medidas de austeridade, estas podem ser feitas através da Organização Internacional do Trabalho, tendo em vista que a mesma está ligada a ONU, intensificando a fiscalização das condições dos trabalhadores em meio rural. Ao analisar a raiz do problema, de forma geral, se faz necessário que o Estada intervenha nas questões de educação, destinando maior atenção para as questões trabalhistas, o que pode ser feito por meio de incentivos a palestras e projetos escolares, de forme com que o trabalho em situações críticas não seja uma opção.