O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/10/2020

O trabalho escravo está presente em diversos países. No Brasil, essa forma de trabalho é enraizada devido à cultura escravocrata que assolava o território brasileiro no período do Brasil colônia, quando índios e negros trazidos da África trabalhavam sob condições de saúde precárias e não eram remunerados, além de serem agredidos por motivos ínfimos, demostrando a superioridade dos senhores da época.

Hodiernamente, o trabalho escravo vem sendo pauta de reuniões mundiais devido a sua alta prevalência contemporânea. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 12, 3 milhões de indivíduos vivem em situação de trabalho análoga à escravidão no mundo, sendo 2,3 milhões apenas a américa latina. Ainda segundo a mesma organização, as pessoas que vivem em trabalho de escravidão não recebem salário ou o salário é considerado irrisório para manter condições de vida adequadas, além de sofrerem violência física e psicológica no ambiente em que trabalham.

A Organização não-governamental Walk Free Foundation é uma ONG específica que fazem ações anualmente para resgatar pessoas em situação trabalhista inadequada e observa que a grande maioria delas possuem a mesma características como: são pessoas socioeconomicamente desfavorecidas, desempregadas, que procuram moradia adequada e melhores condições de vida. Esses aspectos são estudados pelas ONGs com o objetivo de auxiliar o direcionamento de intervenções para esse público-alvo.

Considerando os pontos supramencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. O Estado, através do Ministério do Trabalho, deve instituir medidas públicas que garantam a segurança de pessoas que encontram-se em ambiente de trabalho insalubre, lhes garantindo também condições de saúde adequada. Além disso, o ministério deve ampliar os meios de trabalho para garantir que as condições sub-humanas de trabalho sejam revertidas.